sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Tio salva sobrinha que ficou presa no fundo de piscina em Piratuba (atualizada)

Na sexta-feira, o Portal Magronada foi procurado pela família da menina que sofreu hematomas nas pernas durante o esvaziamento de uma das piscinas do complexo termal da Cia Hidromineral de Piratuba. O fato aconteceu no final da tarde de quinta-feira (17), por volta das 19h. A versão da família não tinha sido publicada antes porque não tínhamos conseguido o contato deles. Não serão citados nomes.

De acordo com a família, que mora em Curitiba e há muitos anos passa as férias no balneário de Piratuba, eles estavam dentro da piscina no momento em que ela estava sendo esvaziada, próximo das 19h. A piscina semiolímpica tem cerca de um metro e meio de profundidade e a menina brincava de mergulhar. Numa das descidas ao fundo, a menina ficou presa num dos dutos que estava escoando a água.

Um dos tios da menina, que estava sentado à beira da piscina há uns três metros de distância, ouviu um primo pedir ajuda e pulou na água. “Eu tentei puxa-la pelo braço e não consegui, fiquei com medo de machucar. Aí subi, gritei por ajuda, peguei ar e desci e peguei ela por baixo com os dois braços e consegui levantar ela até a superfície, aí já tinham várias pessoas ali ao redor”, disse ele. “Ela ficou mais de um minuto submersa e engoliu um pouco de água”, contou a mãe. Em seguida o guarda-vidas atendeu a vítima. O Portal Magronada teve acesso as fotos da menina que comprovam a gravidade do fato. Em seguida, ela foi encaminhada ao hospital para o atendimento e depois liberada.

A Família, na sexta-feira, procurou a Prefeitura de Piratuba e a direção da Cia Hidromineral para oficialmente registrar o fato e solicitar providências. Eles também registraram um boletim de ocorrência.

A família contou ao Portal Magronada que está indignada com a situação. “O correto seria ter mais funcionários ali para cuidar, estar mais bem preparados e ter os equipamentos adequados. Ali não existe nenhuma placa ou informação dizendo que no momento que está sendo esvaziada a piscina é perigoso, e eles fazem isso com um monte de pessoas ali, por volta das 18h30”. Eles ainda registram a falta de preparo no atendimento. “Levaram a gente ao hospital no carro de serviço deles, isso é lamentável. Solicitamos ao funcionário que nos levou ao hospital a presença do presidente da empresa e não fomos atendidos”. A família inclusive sugeriu que é importante ter um atendimento médico no balneário, segundo eles, a clínica que funciona lá, naquele momento, já estava fechada.

“No dia seguinte estávamos na piscina e o procedimento foi o mesmo, ou seja, nenhuma providência foi tomada”, contaram indignados. Outros acidentes parecidos com esse já foram registrados.

Um concurso para guarda vidas foi realizado recentemente e alguns já começaram a trabalhar. Até então, eram os funcionários do parque que auxiliavam em eventuais acidentes.


Um comentário:

  1. Como família estamos indignados com esta publicação com informações tão controversas. Quem salvou a menina foi o tio, que estava próximo, e não o guarda vidas do complexo termal. Somente após a menina ser arrancada da sucção da tubulação pelo tio o guarda vidas foi acionado e entrou na piscina. Se não tivesse a família por perto a menina teria se afogado, pois no procedimento do esvaziamento da piscina não havia sequer funcionário ou guarda vidas do complexo termal ao redor da piscina. E hoje, um dia após do acontecimento ficamos atentos e novamente não havia orientação, nem presença de salva vidas neste horário. A mãe manifestou o desejo de falar com o diretor presidente após o acontecido, o que foi desconversado pelo responsável pela manutenção. Quando a mãe foi a uma farmácia da cidade, foi muito bem atendida pela mesma, recebendo o nome e o número do telefone do diretor presidente. Após uma primeira conversa houve a confirmação da vinda do diretor. Mas depois houve o contato entre o responsável da manutenção com o diretor, quando o mesmo decidiu não vir ao complexo termal para conversar. Além disso o complexo termal sequer ofereceu os medicamentos para a menina.
    A decepção foi maior ainda, quando no desespero da mãe, a mesma foi chamada de "louca" pelo chefe responsável pela manutenção das piscinas. No atendimento o funcionário tentou amenizar a situação e foi muito desinformado, incapacitado e negligente em todo o procedimento.
    A família se sente desamparada e traída com uma notícia publicada desta forma sem sequer ser consultada.

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