sábado, 29 de junho de 2019

Aposentada se emociona ao visitar Casa da Memória em Piratuba e rever objetos que marcaram a colonização local

Mulher de 91 anos que morou em Piratuba na década de 1950, se impressionou com o novo modelo de urbanismo da cidade e a preservação histórica.

Uma aposentada que vive em um lar para idosos na cidade de Rio do Sul,SC, Alto Vale do Itajaí, rememorou momentos marcantes da vida ao visitar a Casada Memória em Piratuba.
Aos 91 anos de idade a aposentada demonstrou notável lucidez e muita energia para percorrer os cômodos do memorial, aberto à visitação na Av. Dezoito de Fevereiro, no Centro Histórico da cidade.

Foi durante a visita que D. Barbina Magrin Biasus, revelou sua incrível história de vida: Nasceu em 1928, em uma comunidade chamada São Bernardo, que na época pertencia à Vacaria, RS, na região do rio das Antas.

Em 1943 casou-se com Armando Biazus, um operário da comunidade de Criúva, hoje distrito de Caxias do Sul. Anos mais tarde, 1952, já com uma filha, a pequena Iries Maria, mudaram-se para Piratuba.

Dona Barbina lembra fielmente os detalhes da chegada à região em um velho caminhão, fazendo travessia do rio Uruguai de balsa, passando pelas localidades de Barro Branco e Barro Preto e finalmente acessando Piratuba pela comunidade de Lageado Mariano.

Nos primeiros anos a aposentada recorda-se que a filha, já com idade escolar, teria estudado no distrito de Uruguai, onde moraram. Em seguida a família Biasus mudou-se para uma casa que segundo Dona Barbinha, localizava-se me frente ao antigo frigorífico, na rua Primeiro de Maio, entrada da cidade: “Os porcos chegavam em varas, tocados por taifeiros e eram levados para uma mangueira”, relata a visitante. “Se ouvia o grunhido dos porcos durante os abates”, conta D. Barbina emocionada.

A visita acompanhada por uma técnica de enfermagem que tem parentes em Piratuba e que considera a aposentada como um familiar, apresentou muito significado ao passeio de D. Barbina.  

A turista se encantou com a exposição de fotografias, elogiou os objetos feitos de palha de trigo, relembrando que por muitas safras cultivou o cereal com o esposo, já falecido. Outro detalhe que D. Barbina lembrou ao ver as fotos, foi a existência de uma antiga ferramentaria na entrada da cidade, onde o esposo produzia martelos.

Ao se despedir da atendente que conduziu a visitação no memorial, a aposentada voltou a surpreender o grupo ao afirmar que nunca imaginou que a singela cidade do passado, onde morou por vários anos, se tornaria uma linda cidade, coberta de prédios edificados em meio ao verde da vegetação local.

A história de Barbina Magrin Biasus é mais uma bela saga que compõe o mosaico da vida, evidenciando que o velho casarão que abriga objetos do passado é capaz de revelar toda uma existência de amor, que transcende o tempo!

Fonte: Ernoy Mattiello







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