sexta-feira, 18 de outubro de 2019

Acadêmicos de Direito de Piratuba e Joaçaba desenvolvem sistema de reaproveitamento de água de irrigação

Dois acadêmicos de Direito, da UNOESC de Joaçaba, desenvolveram um sistema de captação da água da chuva para irrigação automática de plantas e com reutilização, depois da primeira irrigação, em outras atividades da casa. A proposta é dos acadêmicos Emanuele Sarai Ramos (Joaçaba) e Samuel Felipe Benjamini (Piratuba), da 6ª fase, na disciplina de Direito Ambiental.

Samuel conta que foi em uma conversa com o professor Ricardo Marcelo Menezes que surgiu a ideia. “Idealizamos um projeto para captar e distribuir a água da chuva de forma automática e em horários pré-programados, para irrigar hortaliças em garrafas pet. O excesso dessa água ou a sobra não absorvida pelas plantas, é reconduzida para outro reservatório, com uma nova filtragem. Em seguida, essa água é utilizada para lavar as calçadas ou irrigar outras plantas do jardim”, explicou.

O projeto já está em prática na casa da irmã de Samuel, em Piratuba. “A ideia de utilização da água da chuva não é nova. Nossa proposta foi um pouco além do normal, projetando a utilização automática da irrigação e um novo reaproveitamento da mesma água”, contou. “Além disso, ainda pensamos na possibilitando do uso mais racional e eficiente”, pontuou.

Samuel defende as iniciativas alternativas para preservar o meio ambiente. “Acreditamos que pequenos projetos e atitudes podem influenciar positivamente no cuidado com o meio ambiente, utilizando os recursos naturais de modo consciente, visando a preservação deles para futuras gerações. Qualquer um pode empenhar esforços na promoção da sustentabilidade, do meio ambiente equilibrado e saudável e do consumo consciente”, finalizou.


Como funciona
O sistema consiste em uma bombona que recebe a água da chuva captada pelas calhas da casa. Uma bomba movimenta a água constantemente e passa pelo sistema de irrigação, formado por um cano de PVC de 25 mm, com diversos furos, que possibilitam que a água escoe para irrigar as plantas. O excesso dessa água é captado por uma mangueira flexível conectada às garrafas pet, que a direcionam para uma nova filtragem e um outro reservatório em uma segunda bombona. Nela, a água fica armazenada até que seja necessária para outras atividades, podendo então ser retirada do armazenamento por meio de uma torneira acoplada à bombona.
O sistema libera cerca de 150 mls de água (é possível aumentar o volume) diariamente, ou de acordo com necessidade da planta, o que garante o aproveitamento da água da chuva por vários dias. Com o sistema funcionando, ninguém precisa se preocupar em regar as plantas todos os dias, a programação de um timer faz isso de modo automático.

Material utilizado
Na construção do sistema foram utilizadas duas bombonas de água, uma bomba de máquina de lavar, plugue macho, temporizador/controlador de fluxo, 2 cap de 150 mm, joelhos de 25 mm, canos de 25 mm, cano de esgoto de 150mm, reduções, adaptadores e cabo paralelo. Já para a construção do filtro foram utilizados pedra brita, areia, algodão e carvão. Além dos materiais suplementares, como: abraçadeiras, durapox, cola de canos, tela para mosquitos e afins. Para o plantio dos espécimes foram utilizadas garrafas pet.


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