segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Piratuba sedia encontro de criadores de abelhas sem ferrão

Piratuba sediou o 5º Encontro de Meliponicultores no domingo, dia 27. O evento, promovido pela Amelauc - Associação dos Meliponicultores do Alto Uruguai Catarinense – aconteceu na propriedade da família de Anderson Alberto Weber, em Linha Hachmann – Piratuba. Participaram produtores de Seara, Concórdia, Alto Bela Vista, Arabutã, Erechim, Itá, Marcelino Ramos, Joaçaba, Catanduvas, Ipira e Piratuba.

O principal objetivo do dia foi a demonstração de técnicas de manejo e claro, a troca de informações sobre a produção na região. As principais discussões foram em torno das espécies de Jataí, Manduri, Iraí, Mandaçaia, Negrips, Emerinas, Iratim, Mirim Guaçu, Mandaguari, Canudo e Droriana.  Algumas dessas espécies podem ser criadas no meio urbano.

Weber explica que existe uma diferença entre apicultor e meliponicultor. “O apicultor trabalha com abelha com ferrão (Apis melífera), enquanto um meliponicultor, trabalha ou tem como hobby cuidar de abelhas sem ferrão (ASF), que são as abelhas indígenas”.  Ainda, de acordo com ele, cada espécie exige estudos específicos. “A quantidade de mel produzida e o sabor variam conforme o tipo de abelha”, detalhou.

Weber é um incentivador da meliponicultura. “Nossa região possui matas ótimas para o néctar, no entanto, temos poucas árvores velhas com paus ocos para elas poderem nidificar, ou seja, para elas instalar a colmeia e produzir. Então, nos meliponicultores, tentamos oferecer espaços adequados, como caixa especial de madeira para elas formar um bom enxame e produzir um excelente mel”.
A professora aposentada, Maria Marlena ko Freitag, participou do evento e ficou encantada com o que viu e ouviu. “Foi um dia de muito aprendizado. Na minha casa é meu filho Renan que mexe com essas abelhas sem ferrão. Mas o que aprendi na tarde de domingo, sobre as vantagens e benefícios desse mel, são incríveis”, contou entusiasmada.


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