terça-feira, 5 de novembro de 2019

Firjan aponta situação financeira de Piratuba, Ipira, Peritiba e ABV

A Federação de Indústrias do Rio de Janeiro - Firjan, divulgou na sexta-feira, dia 1º, um estudo de avaliação de 5.337 cidades do país, tendo por base o ano de 2018. A pesquisa analisou os indicadores de autonomia, gastos com o pessoal, liquidez e capacidade de investimento.
As conclusões do estudo mostram que mais de 73% dos municípios brasileiros encontram-se em situação fiscal crítica ou difícil. Muitas cidades não conseguem se manter com os impostos arrecadados do município. Já os gastos com pessoal, os funcionários, dispararam. Recursos para investimentos quase não sobram e o orçamento para os próximos anos está comprometido. 
Jonathas Goulart, gerente de estudos da Firjan, aponta que o modelo federalista do país não funciona. "Percebemos que 1.856 municípios não se sustentam, ou seja, não tem receita local para cobrir os gastos com a prefeitura e câmara de vereadores. Três em cada quatro municípios apresentam gestão fiscal em dificuldades ou crítica. Os casos de maior distorção encontram-se no nordeste e norte do país ", revela. 

Situação de Piratuba, Ipira, Peritiba e ABV:
Os quatro municípios de abrangência do Jornal Comunidade também constam na avaliação da Firjan. De acordo com o índice geral, Piratuba, apesar de bater recordes de arrecadação de impostos (a previsão para 2019 é que ultrapasse R$ 34 milhões) apresenta o pior desempenho. Peritiba vem em primeiro, apontada no ranking nacional na 325ª posição e no Estado na 60ª. Alto Bela Vista ficam em segundo, no ranking nacional na 1.198ª posição e no Estado na 175ª. Ipira aparece na 1.451ª posição nacional e 201ª na Estadual. E Piratuba, na 1.557ª posição nacional e na 210ª Estadual.
A média nacional do IFGF é de 0,4555 pontos. Considerando esse indicador, os quatro municípios ficam acima da média nacional. Peritiba soma 0,7645 pontos, Alto Bela Vista 0,6242 pontos, Ipira 0,5951 pontos e Piratuba 0,5839 pontos.
Dos quatro municípios, Piratuba apresenta dificuldade no índice de gastos com pessoal e situação crítica em investimentos, com menos da metade dos pontos possíveis. Já em autonomia, com elevada arrecadação tributária originada principalmente da Usina Machadinho, ultrapassa o índice máximo da pesquisa, por isso, apresenta uma boa gestão em liquidez, ou seja, em honrar seus compromissos.


Já Ipira, apresenta situação crítica com gastos com pessoal e dificuldades no índice de investimentos, porém, ficando acima da média estipulada. Possui boa gestão em autonomia e liquidez.


Peritiba é o município com as melhores médias, apontando dificuldade apenas em gastos com pessoal. O município ultrapassa o índice de investimentos da pesquisa, que é de um ponto. Dessa forma, sua capacidade de liquidez é excelente. Em autonomia apresenta Boa Gestão.



A cidade de Alto Bela Vista possui boa gestão nos indicadores de gastos com pessoal, investimentos e liquidez. Mas, no índice autonomia, está em dificuldade.


Como funciona o Índice:
A metodologia do Índice Firjan de Gestão Fiscal - IFGF - considera quatro indicadores em que a pontuação adotada varia de zero a um ponto. Quanto mais próximo de "um", melhor a situação fiscal do município. Cada cidade é classificada nos conceitos:
Gestão de Excelência - resultados superiores a 0,8 ponto.
Boa Gestão - resultados entre 0,6 e 0,8 ponto.
Gestão em Dificuldade - resultados entre 0,4 e 0,6 ponto.
Gestão Crítica - resultados inferiores a 0,4 ponto.
Autonomia - Analisa a economia local, apontando os recursos gerados e gastos na comunidade. A falta de planejamento das prefeituras tem um impacto forte nessa questão.
Gastos com pessoal - Observa o número de funcionários e o que eles consomem do orçamento público, incluindo a previdência social.
Liquidez - É a relação entre o total de restos a pagar acumulados no ano e os recursos em caixa disponíveis para cobri-los no exercício seguinte (essa estratégia é usada para camuflar possíveis dívidas futuras)
Capacidade de investimento - Mede a parcela da receita total dos municípios destinada a melhorias nas cidades. A maioria dos municípios aplica menos de 3% nesse quesito.

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