quinta-feira, 21 de novembro de 2019

Pai ainda procura por filho nascido em Piratuba dado como morto pelo Estado

O piratubense Oscar Ponciano da Costa, 86 anos, natural de Piratuba e desde 2005 morador da cidade de Curitibanos, convive por anos com o dilema do paradeiro de seu filho desaparecido, mas dado como morto pelo Poder Judiciário.

Ele conta que um dos oito filhos, Altemio Irineu da Costa, foi morar na cidade de São João Batista, no litoral de Santa Catarina e desde 2005 deixou de fazer contato com a família. O pai conta que viu ele pela última vez quando esteve Curitibanos com dois homens em seu veículo modelo Kadett, sócios dele em outro empreendimento na cidade, dizendo estar negociando a venda do carro para eles. No dia de seguinte, Altemio fez uma última ligação dizendo que estava em casa. A partir desse dia, nunca mais foi visto. E que cinco anos após o episódio, o carro foi transferido para um dos supostos homens de São Paulo que estavam com o filho e que atualmente tem prisão em regime semiaberto por outro crime.

Oscar Ponciano iniciou a busca pelo filho no mesmo ano de 2005. Acompanhado por familiares, foi até São João Batista no dia 19 de julho de 2006 em busca de informações. Segundo uma das pessoas que acompanhou ele na época, a polícia confirmou o desaparecimento, mas não a morte. No local onde o jovem morava eles encontraram os documentos e pertences pessoais.
Um atestado de óbito emitido pelo Estado consta que Altemio Irineu da Costa foi dado como morto, sem causa identificada, no dia 15 de dezembro de 2005, à 0h, no próprio município de São João Batista.

Em uma ação judicial que começou a tramitar em 2011, uma herdeira de Altemio requereu o ateliê que ele trabalhava (máquina de calçados) que fora entregue ao avô. A ação também buscava o benefício da pensão junto ao INSS.

A família de seu Oscar ainda busca respostas e acredita em assassinato. Seu Oscar não se conforma com a situação e sempre pediu uma investigação mais rigorosa sobre o caso.


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