quarta-feira, 8 de abril de 2020

Governo catarinense descarta iniciar liberação por municípios menores

Proposta da Fecam que diferencia cidades por densidade populacional é considerada perigosa
O governador Carlos Moisés da Silva disse em coletiva de imprensa na noite desta terça-feira (7) que o Executivo descarta iniciar a liberação de atividades econômicas pelos pequenos municípios. "A gente entende que a restrição e a flexibilização, quando vem, vem para toda a cadeia e para todo o Estado", disse.

A proposta tem origem na Federação Catarinense de Municípios (Fecam) e entrou na pauta do comitê de combate à crise. O objetivo, segundo a instituição, é diminuir o impacto econômico em cidades que possam controlar as aglomerações e não possuem casos confirmados.

O governo do Estado, contudo, entende de outra forma. "Se você restringe, acaba forçando a ida de pessoas e agrava uma situação local. [...] O que aconteceria é uma busca desenfreada de pessoas de outras regiões do Estado para o comércio daquela única região, o que provocaria um impacto na saúde daquele município que tinha poucos casos", afirmou o governador.

A medida é vista pela Fecam como uma forma de atender aos anseios dos prefeitos que querem liberar as atividades. Em alguns municípios, os mandatários editaram decretos próprios pela autorização do comércio, mas a decisão foi derrubada pela Justiça.

Apesar da recusa, Moisés sinalizou com a liberação de setores. "Acredito que a partir desta semana, com o anúncio do Ministério da Saúde, com as flexibilizações já concretizadas, da capacidade de resposta que o governo manteve, se apresente um novo horizonte para a tomada de decisão", disse.

O decreto de fechamento do comércio foi estendido até domingo (12). A expectativa é de que o governo amplie a autorização de novas atividades, como fez com a construção civil, mercado automotivo e profissionais liberais.

Murici Balbinot/ RCN



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