quinta-feira, 30 de abril de 2020

Piratuba é declarada cidade livre de focos do mosquito da dengue pelo segundo ano consecutivo

Município atribui bom resultado em testagem devido ao trabalho de campo desenvolvido pelo setor de combate de endemias da Secretaria de Saúde

A Secretaria de Saúde de Piratuba anunciou nesta semana que pelo segundo ano consecutivo, o município foi considerado livre de focos de larvas do mosquito Aedes Aegypti, transmissor do vírus da dengue.

“Nos últimos meses, centenas de amostras de água contendo larvas de inseto foram encaminhadas à Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Concórdia.  O material submetido à teste laboratorial, demostrou que não há sinais larvários do mosquito no município”, contou o agente de combate de endemias, Matheus Luvison,

Em Piratuba, o monitoramento de áreas consiste na vistoria de 36 armadilhas, que são recipientes com água, ideais para a desova do inseto, o que produz uma média de 120 amostras mensais. Em sete pontos da cidade, considerados estratégicos acontece uma varredura minuciosa, que pode chegar à 300 metros de raio de verificação.

Para Secretaria de Saúde, o cenário é altamente positivo, e com a inexistência do mosquito, não há riscos de surgimentos de casos da doença. Mas o alerta é para que a comunidade continue atenta, evitando água parada, entulhos no quintal, caixas d'água desprotegidas e pratos de vasos com terra ou areia.

Saiba mais

A dengue é uma doença febril grave causada por um arbovírus, que são vírus transmitidos por picadas de insetos, especialmente os mosquitos.  Ela não tem tratamento específico, causa sintomas como febre alta e dores no corpo e pode até matar. Sua incidência aumenta no verão, em dias quentes e úmidos.

Estudos demonstram que, uma vez infectada, a fêmea do Aedes Aegypti, transmitirá o vírus por toda a vida, havendo a possibilidade de, pelo menos, parte de suas descendentes já nascerem portadoras do vírus.

As fêmeas preferem o sangue humano como fonte de proteína ao de qualquer outro animal vertebrado. Atacam de manhãzinha ou ao entardecer. Sua saliva possui uma substância anestésica, que torna quase indolor a picada. Tanto a fêmea quanto os machos abrigam-se dentro das casas ou nos terrenos ao redor.

Ernoy Mattiello/ Redação





Nenhum comentário:

Postar um comentário