quinta-feira, 17 de setembro de 2020

Maiores bancadas sinalizam voto pelo impeachment

As primeiras falas de parlamentares durante a sessão extraordinária da Assembleia Legislativa de SC (Alesc) que analisa o pedido de impeachment contra o governador Carlos Moisés da Silva e a vice Daniela Reinehr nesta quinta-feira (17) sinalizam para o seguimento da denúncia. Os três tempos iniciais, que seguem a ordem da maior para a menor bancada, são majoritariamente oposicionistas.


O primeiro deputado a falar foi Luiz Fernando Vampiro (MDB), que foi relator do processo na comissão especial que analisou o pedido. O líder emedebista afirmou que os membros do partido não são os denunciantes, e apenas vão julgar jurídica e politicamente o caso. 


Vampiro citou uma passagem bíblica em que fala de um líder que teve sua derrocada após estar "cheio de orgulho". É uma alusão a Moisés e ilustra as reclamações constantes que acusam o governador de arrogante e de fechado ao diálogo. O MDB deve votar em bloco contra o Executivo. 


Na sequência, foi a vez do PSL. Ana Caroline Campagnolo mostrou que a chamada "bancada bolsonarista" considera a vice Daniela pouco fiel à causa. "Nós fizemos alerta, mas ela sempre foi reticente, displicente, lenta e tímida demais no embate contra Moisés", disse. 


O pronunciamento confirma a previsão de que o grupo de quatro pesselistas devem votar contra Moisés e Daniela. Ricardo Alba e Coronel Mocellin, os outros dois pesselistas, são mais próximos ao Executivo e são considerados como votos contrários ao processo. 


Jessé Lopes também ocupou a fala. "Teve indício de crime de responsabilidade. Passou por cima da Assembleia Legislativa [...] Como eu vou dizer que ela [Daniela] não tem culpa? Ela assinou. Se ela não tem, ele também não ", disse.


Pelo PSD, Milton Hobus falou em "corrigir os rumos de Santa Catarina". Ismael dos Santos complementou falando que "só pode ser governo se estiver submisso à lei e à Constituição" e que "a vida não deve ser feita de aventuras, mas de responsabilidades". A bancada deve ir toda pelo impeachment. 


O PL, por ordem do senador Jorginho Mello, fechou pelo impeachment. Os quatro deputados devem votar pela abertura do processo. Bruno Souza deve ir na contramão, baseado na falta de gravidade nas denúncias "embora não compactue com o governo"


As primeiras falas do MDB (nove deputados), PSL (seis), e PSD (cinco) indicam o seguimento da denúncia. Na sequência, será a vez de manifestação do PL (quatro), PT (quatro), PP (três), PSB (dois), PSDB (2), PSC (1), PDT (1), PCdoB (1)*, Republicanos (1), e Novo (1). 


*Na manhã desta quinta-feira (17), oficializou-se o licenciamento de Rodrigo Minotto (PDT). Em seu lugar assumiu Cesar Valduga (PCdoB). 


Fonte: RCN Online


Foto: Bruno Collaço/Agência AL


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