quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021

Presidente da CDL de Piratuba pede que município dê mais atenção ao setor turístico

Na primeira sessão da Câmara de Vereadores de 2021, o presidente da CDL, Juliano de Oliveira, ocupou a tribuna do poder legislativo para fazer um alerta e apelo as autoridades para o olhar o setor de turismo de Piratuba. 


“Precisamos, com urgência, voltar nossos olhos para um dos principais setores econômicos do município. A pandemia afetou o setor, mas a falta de planejamento do poder público está contribuindo para a dificuldade. Nosso parque termal, por exemplo, está atrasado mais de 10 anos em modernização. Precisamos investimentos na cifra de milhões”, iniciou. Ele lembrou que o Conselho de Turismo existe e não funciona, sendo um fator de despreparo da gestão municipal.


O presidente CDL apresentou uma série de propostas. “Precisamos com urgência aprovar o novo Plano Diretor. O existente está defasado e atrasado. Precisamos pensar Piratuba no presente e futuro”. Ele utilizou exemplos de investimentos em outras cidades turísticas do da região sul mostrando que é possível fazer alterações para facilitar a construção civil, um setor aquecido no município.


Sobre o parque aquático (balneário), investimentos e planejamento deveriam ser prioridade. “O que estamos oferecendo para nosso turista? Estamos parados há anos! Precisamos de investimentos em novos atrativos para jovens, famílias e crianças. O que estamos fazendo? Ao nosso redor vimos balneários investindo em novos atrativos e nós só com piscinas!”. Oliveira apontou algumas sugestões. “Podemos trabalhar na exploração do arvorismo, ter uma tirolesa ou paint boll, espaços esportivos, tobogãs e brinquedos aquáticos. Várias atividades podem ser feitas com o reaproveitamento da água, a exemplo dos tobogãs”.


Sobre o acesso ao parque, ele sugeriu que seja cobrado um único ingresso para utilizar os dois complexos e que se faça uma ligação, através de uma passarela aérea, entre os dois locais. Para o gramadão, a sugestão é que seja melhor utilizado, com urbanização e criação de atrativos, como um mirante para o Rio do Peixe e para a nova usina que será construída nas proximidades.


A exploração do lago da Usina de Machadinho também foi lembrada. “Há anos estamos nessa saga. Ainda não temos autorização e nem um plano de utilização deste espaço nobre. Quantos atrativos poderiam ser desenvolvidos. Precisamos de ação”.


Oliveira lembrou que turismo de eventos está estagnado. “Precisamos alguém para vender o centro de eventos, criar novos eventos, a exemplo da osterfest (pascoa), e aperfeiçoar os eventos já existentes. Isso é outro assunto que discutimos há anos e nada do poder público tomar uma atitude”.


Sobre a implantação de uma taxa de turismo, Oliveira defende. “Todos os imóveis usados para fins turísticos deveriam ser taxados e esse valor reinvestido no setor. A sonegação no setor é grande. Falta organização. Já pensou quanto dinheiro poderia ser arrecado e reinvestido em ações pelo setor?”, finalizou.


Na palavra livre, o vereador Celso de Souza (MDB), fez questão de lembrar que o balneário precisa ser administrado com planejamento. “Não podemos ficar reféns de cada presidente que assume a empresa. Temos que ter planejamento a curto, mas também a longo prazo. Não podemos pensar de quatro em quatro anos e cada presidente que sai gaste todo o dinheiro que têm em caixa com investimentos mínimos e até sem necessidade. Precisamos mudar isso”, disse.


A presidente da Câmara, vereadora Marli Buselato (MDB), também mostrou preocupação com a Companhia Hidromineral. “Precisamos repensar a administração da principal empresa de turismo do município. Do jeito que está não pode ficar. O setor está sofrendo e precisamos buscar soluções para os problemas e não criar novos”, finalizou.


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