quarta-feira, 14 de agosto de 2019

ARTIGO - O que eu (e você) tenho a ver com o turismo de Piratuba?

Toda vez que o assunto “queda no movimento de turistas” toma conta das rodas de conversa, começa a caça aos culpados. Muitos apontam para o momento (ainda) de insegurança da economia brasileira e para a população com pouco dinheiro no bolso para viajar. Outros, culpam os investimentos no setor por parte do poder público municipal, a falta de novos atrativos no parque termal, a concorrência de outros destinos que aumentou significativamente nos últimos anos e tantas outras justificativas. Mas, será que eu, que resido em Piratuba, não tenho nada a ver com isso? É bom ler o restante do texto!

Há algumas semanas, tivemos uma palestra ministrada pelo professor e entusiasta Ari Azambuja, promovida pela CDL de Piratuba. Cerca de 60 pessoas estiveram por lá, entre elas, funcionários do comércio e de alguns hotéis e pousadas e mais alguns poucos proprietários de lojas. Durante o encontro, Azambuja, que é uma autoridade quando o assunto é “a visão do turista”, falou bastante do sentimento de pertencimento ao lugar. Você, que está lendo este artigo, sente que pertence à Piratuba? Conhece os pontos turísticos e os valores que são cobrados para visitações e passeios? E o nome da nossa principal ponte? O ano de perfuração do poço termal? São questões simples, porém, que eu tenho certeza de que muitas pessoas não sabem as respostas. Isso é grave! Um turista, quando chega aqui, quer informações, mesmo que ele possa ter pesquisado na internet antes de viajar. Nada substitui uma boa conversa e nem tudo está na rede, e somos nós, nativos ou não de Piratuba, que vivemos aqui, que devemos ter essas informações na ponta da língua.

Me recordo que no ano de 2013, tivemos o fórum de turismo “Pra onde vamos? ”. Na época, o então secretário de turismo Adélio Spanholi, tomou a frente de um evento histórico. Estavam reunidos o poder público municipal, a associação de hotéis, o comércio e as entidades. O motivo? Debater o destino do turismo de Piratuba. Ao final do evento, após muito trabalho e boas discussões, houve a criação de um documento que guiaria as nossas ações para pelo menos 20 anos. Inclusive, o conselho municipal de turismo voltava a funcionar mais ativamente. Lembro-me também do comentário de um amigo, hoje uma autoridade, de que “jamais imaginou falar sobre os eventos da cidade com determinadas pessoas, na mesma mesa”. O que aconteceu depois? Algumas ações foram realizadas, no entanto, parece que o documento, feito pelo trade turístico do município, se perdeu no tempo. Uma pena, pois ali estava uma direção a se seguir, contemplando, até mesmo, o conhecimento sobre a nossa história local e suas peculiaridades.

Caro (a) leitor (a), você e eu temos muito mais responsabilidade sobre o turismo de Piratuba do que imaginamos. Nossa cordialidade, conhecimento do lugar e o carinho com que tratamos o turista, podem ter mais força do que um post bem elaborado em qualquer rede social ou uma propaganda maravilhosa da televisão. Pense nisso, não espere que tudo venha do poder público ou das maiores empresas da cidade. Compartilhe bom atendimento e receba muitas curtidas de turistas satisfeitos aí na sua frente!

Para encerrar, deixo alguns questionamentos: ao encontrar um turista de carro, em baixa velocidade, buscando encontrar o seu destino, você aperta a buzina do seu automóvel para ele sair da frente, ou compreende que ele pode estar perdido ou olhando as belezas da cidade? Você fala bem de Piratuba ou só reclama do que não é feito? Quando foi a sua última visita às piscinas das Termas? E quanto à participação em eventos? É hora de (re) pensar!

Tiago Cowacicz
Publicitário/Produtor de
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2 comentários:

  1. Proibição de ônibus estacionar em local provado dentro do perímetro urbano de Piratuba. A quem interessa? Por que foi sancionada pela Câmara? Qual o sentido de uma lei dessas? Sexta-feira no Globo Repórter.

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