quinta-feira, 8 de agosto de 2019

Financiamentos contraídos pelo município geram debate entre os vereadores

Em um debate permeado por números, os vereadores de Concórdia divergiram opiniões sobre os financiamentos contraídos pelo município nos últimos anos, em sessão nesta quarta-feira (6). Evandro Pegoraro (PT) levantou o assunto e salientou que, de 2017 até agora, já foram contratados R$ 21,2 milhões.

Pegoraro salienta que chama a atenção o fato de que a Prefeitura mantém R$ 77 milhões em caixa, embora uma parte esteja empenhada. “Dos sete contratos de financiamento, a maioria é para pagamento em 240 meses. São 20 anos. É um dos maiores financiamentos, em números nominais, da história de Concórdia”, diz.

O vereador diz que o prazo para pagamento atinge quatro gestões. “Quem está indo hoje no ensino médio e pensa em ser prefeito, vai ter que pagar essa conta. Só de juros serão pagos R$ 15,5 milhões neste período, tendo dinheiro em caixa”, comenta.

Com esse dinheiro dos juros, o vereador calcula o que poderia ser construído. “Daria para fazer 7 Cmeis, 12 postos de saúde, ou poderíamos fazer quantas cirurgias, consultas, benefícios para os agricultores”, diz. “Os números ficam aí para reflexão, pois é uma herança que está sendo deixada. Cada pessoa que nasce hoje em Concórdia, já nasce devendo R$ 500”.

CAITANO

Sobre o assunto dos financiamentos, o vereador e líder do governo na Câmara, Fabiano Caitano (PSDB), comenta que parte dos financiamentos, em torno de R$ 5 milhões, foi destinada à aquisição de frota de máquinas ao município. “Pegamos uma frota sucateada, era difícil fazer qualquer coisa. Os demais financiamentos todos passaram pela Câmara de Vereadores e foram aprovados por unanimidade”, frisa.

Caitano explica ainda que o fato de os financiamentos se estenderem é justamente para que o município continue tendo a sua margem, sem comprometer o futuro. “A prova disso são as prestações de contas feitas nesta Casa. E mais: facilita o pagamento, sendo obras importantes para Concórdia”.

RIZELO

O vereador André Rizelo (PT) diz que recebe questionamentos diários sobre os financiamentos, por conta do dinheiro que o município mantém em caixa. “Alguns recursos empenhados, mas a maior parte deles disponível para o município executar obras. A atual administração recebeu o município bem organizado, com dinheiro em caixa”, diz, completando: “Uma administração que demora dois anos para fazer obras e ainda deixa herança para os próximos prefeitos. A maioria com carência, praticamente não será paga nenhuma prestação nesta administração”.

GUZZATTO

Anderson Guzzatto (PL) salientou que os financiamentos foram todos aprovados na Câmara e que “podemos questionar e ser contrários, mas na hora do voto. São financiamentos que nós aprovados, falamos que poderiam fazer, que são viáveis, bons”.

Ele comenta ainda que os financiamentos são necessários em um governo e as demandas são grandes. “Prova disso são os inúmeros pedidos que vêm para esta Casa todos os dias”, frisa.

Fonte: Daisy Trombetta/ Ascom Câmara de Vereadores


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